Justiça condena assassinos do Padre Casemiro

O juiz da 7ª Vara Criminal de Brasília condenou os acusados do latrocínio do Padre Casemiro, da Igreja Nossa Senhora da Saúde, localizada na 702 Norte. Alessandro de Anchieta Silva, Daniel Souza da Cruz e Antônio Wyllian de Almeida foram condenados pelos crimes de latrocínio (art. 157, § 3º, II do CP), roubo majorado pelo concurso de pessoas, restrição da liberdade da vítima e emprego de arma de fogo (art. 157, § 2º, II e V c.c. § 2º-A, I, do CP) e corrupção de menores (art. 244-B, da Lei 8.069/1.990).

Narra a denúncia do MPDFT que, “no dia 21 de setembro de 2019, entre às 18h30 e 21h40, na Igreja Nossa Senhora da Saúde, localizada na Quadra 702 Norte, Brasília-DF, os denunciados, juntamente com outro indivíduo ainda não identificado, agindo com vontade livre e consciente, mediante grave ameaça e violência, com uso de arma de fogo e restrição da liberdade, contra as vítimas Kazimierz Wonjo e José Gonzaga da Costa Paz Landim, subtraíram para o grupo a importância de R$ 3.500,00, dois notebooks, duas garrafas de whisky e cordão de ouro, pertencentes à primeira vítima, e um aparelho celular pertencente à segunda. O padre Kazimierz Wonjo, nascido em 03.02.1948,  com 71 anos de idade na data do fato, diante da violência e lesões sofridas veio a óbito”.

Alessandro de Anchieta Silva teve a pena unificada em 37 anos, cinco meses e cinco dias de reclusão; Daniel Souza da Cruz sofreu a condenação de 35 anos, um mês e 13 dias; e Antônio Wyllian de Almeida Santos restou condenado a 37 anos, 10 meses e 15 dias de prisão. O regime inicial de cumprimento de pena dos três acusados será o fechado e o juiz manteve a prisão preventiva dos réus, que não poderão recorrer em liberdade.

Ao dosar as penas, o juiz ressaltou a personalidade agressiva do acusado Alessandro. “A completa ausência de compaixão e de qualquer sentimento do réu em relação a vida humana  é retratada em Laudo Pericial em que foram reveladas fotografias do aparelho de telefone celular do acusado no momento da ação criminosa de ambas as vítimas. E o mesmo Laudo, apontou a completa ausência de remorso por parte do sentenciado, pois no dia seguinte ao crime, existem fotografias que o retratam sorrindo, fumando o que aparenta ser um cigarro de maconha e usando a corrente que pertencia ao padre assassinado”.

Para o magistrado, os elementos dos autos indicam que o réu (Alessandro) não possui conduta social adequada, vivendo apenas da prática de ilícitos. Não consta que trabalhe, estude ou realize qualquer atividade lícita ou que se empenhe em realizar algo de útil para a sociedade. Diferentemente do réu Alessandro,  não foi comprovada personalidade agressiva ou desviada por parte de Antônio Wyllian e Daniel.

PJe: 0732109-90.2019.8.07.0001

© Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios – TJDFT

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