por Daphne Arvellos Dias

Das 587 famílias hoje cadastradas para adoção no DF, nenhuma apresentou interesse manifesto em acolher crianças com problemas mais graves e complexos de saúde. Esse perfil preterido, no entanto, equivale a quase um quarto dos meninos e meninas que aguardam adoção nas instituições de acolhimento do DF. De acordo com novo relatório publicado pelo UNICEF este ano, o número de crianças com deficiência em todo o mundo é estimado em quase 240 milhões. O documento pontua que elas enfrentam desafios múltiplos e muitas vezes complexos na realização de seus direitos, como o de ter uma família.

JoãoMiguel.pngPara aumentar as chances dessas crianças e adolescentes terem uma família, a Vara da Infância e da Juventude do DF (VIJ-DF) criou o Em Busca de um Lar, programa que realiza a busca ativa por famílias para os perfis menos procurados. Além daqueles com deficiência e graves problemas de saúde, o programa também contempla crianças em idade mais avançada, adolescentes e grupos de irmãos. Na fase piloto da iniciativa, em 2019, três dos seis adolescentes participantes foram adotados. No início desta segunda fase, estão sendo apresentadas crianças entre 2 e 4 anos com graves problemas de saúde.

Estimativa da Seção de Colocação em Família Substituta (SEFAM/VIJ-DF) indica que cerca de 10% das famílias habilitadas demonstram abertura para o acolhimento de crianças com doenças sem gravidade e sem complexidade. No entanto, a psicóloga da SEFAM/VIJ-DF Isabela Velasco explica que é um desafio fazer com que os requerentes entendam o que realmente se configura um problema de saúde. “Nós nos deparamos com famílias que não estão verdadeiramente dispostas a acolher crianças com questões relevantes, mas sim com rinite, bronquite, alergias simples, etc.”, conta Isabela. Saiba mais sobre adoção de crianças e adolescentes com deficiência em entrevista com a psicóloga (Adoção de crianças e adolescentes com deficiência: o que é preciso saber).

Dois meninos à espera de um lar

TomasLucas.pngNascido com hidranencefalia, Tomas Lucas tem limitações de mobilidade, visão, alimentação e comunicação. Aos 2 anos, nada disso o impede de demonstrar o afeto pelas pessoas que cuidam e convivem com ele. “Quando conversamos, Tomas dá um sorrisinho do jeitinho dele, faz uma carinha de felicidade”, conta Bruna Aguiar, cuidadora do garoto. A administradora da instituição que o acolhe, Romilda Montalvão, explica que a superação do menino tem surpreendido todos. “Quando chegou aqui, disseram que ele não ia crescer, não ia ganhar peso. Pelo contrário, ele tem evoluído a cada dia”, divide Romilda. Clique aqui e assista ao vídeo com o menino.

Já João Miguel tem 4 anos. Ele é uma criança que gosta de brincar, de música e de ouvir histórias. Ele nasceu com o diagnóstico de mielomeningocele (já corrigida) e hidrocefalia, o que lhe causou uma série de restrições físicas e cognitivas. As cuidadoras da instituição em que ele está falam que João é muito esperto e afetuoso. “Ele gosta de interagir com os cuidadores, dar beijinho, brincar de contar e de se esconder”, conta Denise Rocha, cuidadora da instituição. Clique aqui e assista ao vídeo com o menino.

Para conhecer as crianças inseridas na nova fase do Em Busca de um Lar, clique aqui.

E para saber mais sobre a iniciativa, acompanhe a página e as redes sociais do programa. Em Busca de um Lar Página | Facebook | YouTube

Links da matéria:

Entrevista “Adoção de crianças e adolescentes com deficiência: o que é preciso saber” – https://atalho.tjdft.jus.br/4nICVI

Vídeo João Miguel – https://atalho.tjdft.jus.br/aK5eWD

Vídeo Tomas Lucas – https://atalho.tjdft.jus.br/5GPyKZ

Mídias do programa Em Busca de um Lar

Página –  https://atalho.tjdft.jus.br/NqScnL

YouTube – https://atalho.tjdft.jus.br/6pI9GE

Facebook – https://atalho.tjdft.jus.br/FrGV52

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