Adolescente de 15 anos é baleada por militar da Marinha dentro de motel no Pará

Adolescente de 15 anos é baleada por militar da Marinha dentro de motel no Pará
Menina passou por três cirurgias e seguem internada em estado grave. Foto: Getty imagens.
Menina passou por três cirurgias e seguem internada em estado grave. Foto: Getty imagens.

Uma adolescente de 15 anos foi baleada dentro de um motel, em Vigia, no Pará. A menina e uma amiga, de 14 anos, foram levadas ao local por dois militares, no feriado de Tiradentes.

Segundo informações do G1, a vítima foi baleada no rosto na frente da outra adolescente, de 14 anos, porque teria se recusado a tirar a roupa e manter relações sexuais. O autor do disparo, Gabriel Norberto de Almeida Lobo, foi autuado em flagrante e permanece preso em uma unidade militar à disposição da justiça, até pagamento da fiança. O outro homem está sendo procurado pela polícia e não teve o nome divulgado.

Estado de saúde da adolescente

Ela passou por três cirurgias e teve uma bala retirada da coluna. Até o início da tarde deste domingo (24), a adolescente segue internada em estado grave no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência em Ananindeua, na região metropolitana de Belém, capital paraense.

Em entrevista ao portal G1, o padrasto da vítima afirmou que o militar era conhecido na cidade e colocou a arma dentro da boca da enteada quando atirou.

Já a defesa de Norberto diz que eles não sabiam que eram menores e que o disparo foi acidental. Em nota, a Marinha afirmou que ele deverá responder pelos atos perante à Justiça. Neste sábado (23), houve uma audiência virtual em que foi fixada uma fiança de R$ 60.600,00 para que ele possa responder ao processo em liberdade, com uso de tornozeleira eletrônica, entre outras medidas restritivas.

De acordo com a publicação, o motel afirmou que, conforme a lei, é proibida a entrada de menores de idade no estabelecimento e que “pessoas mal intencionadas” burlam o controle de acesso no estabelecimento comercial. Eles também informaram que não tiveram acesso ao inquérito policial, pois o ocorrido está em fase de investigação, mas enfatizaram que vão colaborar com a polícia para que toda a situação seja esclarecida e julgada nos termos legais.

FONTE: YAHOO

Da redação

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