Entre as propostas de Everardo Gueiros para a presidência da OAB-DF, uma das mais inovadoras é a implementação de um orçamento participativo, que permitiria aos advogados decidirem onde os recursos da instituição devem ser investidos. Durante entrevista ao Metrópoles, Gueiros explicou que a gestão dos recursos da OAB precisa ser reformulada, com mais transparência e envolvimento direto da classe na tomada de decisões.
Gueiros ressaltou que os advogados devem ser consultados sobre o uso do orçamento da OAB, especialmente em temas que afetam diretamente suas práticas, como a estruturação de salas de apoio e a melhoria das condições para o exercício da advocacia em locais como o sistema prisional. “Os recursos da OAB devem servir ao advogado e à sociedade. Precisamos consultar os advogados para saber quais são as prioridades de investimento”, afirmou.
A proposta inclui a realização de consultas públicas periódicas, nas quais os advogados poderão sugerir e votar em áreas de maior interesse, como a criação de equipamentos para melhorar o atendimento à advocacia. Para Gueiros, o orçamento participativo será uma ferramenta essencial para garantir que os recursos da OAB sejam direcionados às necessidades reais da classe, evitando o desperdício e corrigindo o que ele chamou de “gastos desnecessários” da atual administração.
Um dos exemplos citados por Gueiros foi o uso de consultorias externas contratadas pela OAB-DF, vindas de outros estados. “Não faz sentido que a OAB contrate serviços de fora quando temos capacidade local. Esse tipo de gasto é um desperdício”, criticou. Ele também mencionou a importância de fomentar a prática jurídica por meio da Escola Superior de Advocacia (ESA), especialmente para advogados em início de carreira.
Com essa proposta, Gueiros espera transformar a gestão financeira da OAB-DF, tornando-a mais eficiente, transparente e, principalmente, participativa. “A advocacia precisa ser ouvida, e o orçamento deve refletir as prioridades dos advogados que sustentam essa instituição”, concluiu.


