Encerrando o ano legislativo, a Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou, nesta quarta-feira (10), a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026. O Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF) alerta que, em comparação à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) aprovada no meio do ano, o governo Ibaneis/Celina retirou R$ 900 milhões do orçamento da Educação.
Embora parlamentares tenham apresentado 43 emendas, que permitiram recuperar cerca de R$ 9 a R$ 10 milhões, o sindicato afirma que o valor é insignificante diante do tamanho do corte. Para o Sinpro, a medida demonstra que o governo escolheu reduzir investimentos em áreas sociais, como educação, saúde e assistência social, mesmo diante do aumento real do Fundo Constitucional do DF.
O sindicato ressalta ainda que a população do Distrito Federal fica em segundo plano quando comparada aos interesses de grandes empresários, que continuam se beneficiando de uma renúncia fiscal que deve ultrapassar R$ 8,3 bilhões em 2026. Enquanto isso, os cortes afetam diretamente os setores mais vulneráveis, justamente aqueles que mais dependem de políticas públicas.
Representantes do Sinpro acompanharam a sessão de votação, defendendo a recomposição do orçamento educacional. Para Márcia Gilda, diretora da entidade, o governo reafirma uma política de sucateamento da educação pública, mas a categoria segue mobilizada para impedir retrocessos.
“Temos conquistado vitórias importantes e seguiremos em luta em defesa da escola pública”, afirmou. “2026 será um ano de desafios, e nós já estamos preparados e preparadas para enfrentá-los”, completou.
O Sinpro reforça que continuará atuando para garantir que a educação pública do DF receba os investimentos necessários para seu funcionamento e valorização da comunidade escolar.


