Governadora chega à segunda etapa com vantagem, mas não consegue liquidar a eleição no primeiro turno. Petista tenta agora transformar a diferença de votos em uma disputa mais equilibrada
A eleição para o Governo do Distrito Federal terá segundo turno. Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT) foram os dois candidatos mais votados no primeiro turno realizado neste domingo (4) e voltarão às urnas no dia 25 de outubro para decidir quem comandará o Distrito Federal pelos próximos quatro anos.
Com 100% das urnas apuradas, Celina terminou a primeira etapa na liderança, com 49,93% dos votos válidos, enquanto Grass alcançou 34,47%. A diferença entre os dois foi de aproximadamente 255,6 mil votos.
A governadora ficou, portanto, a poucos décimos de uma vitória já no primeiro turno. Para encerrar a disputa neste domingo, entretanto, seria necessário superar a marca de 50% dos votos válidos.
Celina parte na frente
Atual governadora do DF, Celina Leão chega ao segundo turno em uma posição eleitoral confortável. Além de liderar com quase metade dos votos válidos, ela conseguiu uma vantagem superior a 15 pontos percentuais sobre o segundo colocado.
A candidata do PP assumiu o comando do Distrito Federal em 2026 e agora busca confirmar nas urnas a permanência no Palácio do Buriti.
A campanha de Celina deverá explorar a força eleitoral demonstrada no primeiro turno e buscar manter unificado o amplo campo político que apoiou sua candidatura.
Mas o segundo turno apresenta uma nova dinâmica. Os votos dos candidatos eliminados passam a ser o principal objeto de disputa entre os dois sobreviventes.
Grass terá o desafio de virar a eleição
Leandro Grass chega à segunda etapa com uma tarefa mais difícil, mas não impossível.
O candidato do PT terminou o primeiro turno com 569.930 votos, correspondentes a 34,47% dos válidos. Agora, terá de ampliar significativamente sua votação para superar Celina.
A estratégia petista deverá passar pela tentativa de atrair os eleitores que escolheram os demais candidatos no primeiro turno, além de conquistar parte do eleitorado que votou em Celina.
O desafio é transformar uma eleição que terminou com vantagem expressiva da atual governadora em uma disputa de dois candidatos.
O que muda a partir de agora
Com a eliminação dos demais candidatos, o cenário eleitoral muda completamente.
Paula Belmonte (PSDB) terminou em terceiro lugar, com 8,52%, seguida por Kiko Caputo (Novo), com 4,36%, e Cappelli (PSB), com 2,23%. Os demais candidatos tiveram votações inferiores a 1%.
Somados, os votos dos candidatos que não chegaram ao segundo turno representam um contingente importante para a nova etapa da eleição.
É justamente nesse eleitorado que as campanhas deverão concentrar parte significativa dos esforços nas próximas três semanas.
Uma eleição que começa novamente
Apesar da vantagem de Celina, o segundo turno não é simplesmente uma repetição do primeiro.
Agora, o eleitor terá apenas duas opções para o Governo do DF. As campanhas também terão mais espaço para concentrar suas mensagens, explorar as diferenças entre os projetos e tentar convencer os eleitores que ainda não possuem uma preferência consolidada.
Para Celina, o objetivo será preservar a vantagem construída no primeiro turno e evitar uma migração significativa de votos para Grass.
Para o petista, a missão será transformar a eleição em uma disputa de rejeição, ampliar sua base e convencer o eleitor de que a diferença registrada neste domingo pode ser revertida.
A disputa pelo Buriti entra em nova fase
O resultado deste domingo encerra a primeira etapa da eleição, mas abre uma disputa completamente diferente.
Celina Leão começa o segundo turno na frente e próxima da marca que poderia ter garantido sua vitória neste domingo.
Leandro Grass, por sua vez, terá três semanas para tentar reduzir a diferença e construir uma maioria entre os eleitores que agora terão de escolher entre os dois candidatos.
O Distrito Federal volta às urnas em 25 de outubro. Desta vez, somente um dos dois sairá vencedor.



