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Leandro Grass: “Vou governar mesmo com Câmara plural e oposição. Mas no meu governo não tem chantagem”

O candidato ao governo do Distrito Federal pelo PT, Leandro Grass (13), afirmou nesta quinta-feira (1º de outubro de 2026) que está preparado para negociar e governar mesmo diante de uma Câmara Legislativa plural e com forte presença de deputados da oposição. A declaração foi feita durante entrevista ao programa O Xadrez da Política, comandado pelo jornalista Hélio Rosa e transmitida em live no YouTube.

Questionado sobre como construir base de apoio em uma Casa Legislativa diversificada sem ceder nas propostas de campanha, Grass foi direto:

“Olha, essa é uma pergunta boa, porque o povo tá meio cansado de uma Câmara Legislativa que é puxadinho do Buriti e de um Buriti que é refém da Câmara Legislativa.”

Separação clara de funções

O petista reforçou a divisão de papéis:
“O deputado fiscaliza, legisla e representa. O governador governa, administra, faz as políticas públicas. Essa relação tem que ser harmônica e independente.”

E garantiu acesso a todos, inclusive aos adversários:
“O deputado distrital, seja ele da base ou da oposição, vai ter acesso a mim. Eu sou uma pessoa do diálogo, eu converso com todo mundo. Não vou só conversar com quem me apoia, não vou ser só o governador de quem votou em mim. Vou ser de todo mundo.”

Parceria na obra, sem barganha

Grass descreveu o modelo de relação que pretende adotar:
“Eu vou manter com os deputados uma relação de parceria naquilo que é importante pra cidade. Ele é deputado ligado a uma região. A gente precisa de uma obra lá. O deputado trouxe pra mim, se é bom pra população, eu vou fazer. Eu vou chamar ele pra acompanhar a obra comigo. Nós vamos visitar a obra junto. Ele vai poder cobrar, ele vai poder fiscalizar e a gente vai entregar. E eu vou dizer: esse deputado foi importante, porque foi ele que me trouxe essa demanda da comunidade.”

Limite inegociável

O candidato fechou com uma frase dura e sem rodeios:
“Agora, no meu governo não tem chantagem. Por exemplo, Secretaria de Saúde: quem vai escolher o secretário e a secretária de Saúde sou eu.”

A fala de Grass busca responder ao principal dilema de quem chega ao Palácio do Buriti: governar com uma Câmara Legislativa plural e, potencialmente, com maioria de oposição. Ele deixa claro que pretende dialogar com todos os parlamentares, inclusive adversários, mas sem transformar secretarias estratégicas em moeda de troca.

Ao separar “parceria na obra” de “chantagem por cargo”, o candidato tenta se posicionar como um governador de diálogo amplo, porém com linha vermelha clara: as nomeações de áreas essenciais, especialmente a Saúde, permanecerão sob seu controle exclusivo.

Assiste a entrevista completa no XADREZ DA POLITICA

Redação
Redaçãohttps://doaltodatorre.com.br
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