Um movimento político tem despertado comentários cada vez mais frequentes nos bastidores de Brasília. O empresário e ex-governador Paulo Octávio, presidente do PSD no Distrito Federal, parece jogar em mais de um tabuleiro ao mesmo tempo.
De um lado, PO tem sinalizado apoio ao projeto político do ex-governador José Roberto Arruda para o comando do Governo do Distrito Federal. Nos bastidores, aliados afirmam que esse alinhamento teria sido tratado diretamente com o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab.
De outro, o empresário mantém o filho, André Kubitschek, confortavelmente instalado no cargo de secretário de Juventude do GDF — espaço garantido com o aval do governador Ibaneis Rocha e da vice-governadora Celina Leão, que também aparece como pré-candidata ao Palácio do Buriti.
E o roteiro fica ainda mais curioso.
Nos últimos meses, PO tem sido visto cada vez mais próximo de personagens conhecidos do chamado “time verde”, grupo que gravita em torno de Arruda. Entre eles estão o ex-deputado Luiz Pitiman e o presidente do PRD no Distrito Federal, Lucas Kontoyanis — ambos circulando pelas regiões administrativas ao lado do ex-governador e de seu grupo político.
Nos bastidores, outra peça começa a se encaixar nesse tabuleiro: PO já teria contratado um consultor político para montar uma nominata competitiva de candidatos a deputado distrital pelo PSD. O objetivo seria claro — fortalecer a chapa e aumentar as chances de eleger seu filho para a Câmara Legislativa do Distrito Federal.
O problema é que, nesse jogo, as alianças parecem caminhar em direções diferentes.
De um lado, o PSD sob a influência de Arruda.
De outro, o governo Ibaneis e o projeto político de Celina Leão.
A dúvida que começa a ecoar nos corredores do poder é inevitável:
André Kubitschek continuará sob o guarda-chuva político de Arruda no PSD ou seguirá acomodado na base do governo?
Na política de Brasília, escolher um lado nem sempre é simples.
Mas também há quem prefira não escolher — e manter, estrategicamente, um pé em cada canoa.


