quarta-feira, maio 29, 2024

Dia Mundial do Lúpus reforça a importância da conscientização sobre a doença


Pele, rins e cérebro são alguns dos órgãos que podem ser afetados pelo Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES ou apenas lúpus), uma doença inflamatória crônica e autoimune que, se não tratada adequadamente, pode levar a óbito. A doença pode ocorrer em pessoas de qualquer idade e raça, porém é prevalente em mulheres, principalmente, na faixa etária entre 20 e 45 anos. A Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) estima que existam cerca de 150 a 300 mil pessoas com lúpus no Brasil.

“Embora a causa não seja conhecida e a doença seja considerada multifatorial, sabe-se que fatores genéticos, hormonais e ambientais contribuem para o seu desenvolvimento”

Rodrigo Aires, reumatologista

Dentre as mais de 80 doenças autoimunes conhecidas atualmente, o lúpus é uma das mais graves e importantes. Para promover maior compreensão sobre ela, 10 de maio foi estabelecido como o Dia Mundial do Lúpus. “Embora a causa não seja conhecida e a doença seja considerada multifatorial, sabe-se que fatores genéticos, hormonais e ambientais contribuem para o seu desenvolvimento”, explica o reumatologista e Referência Técnica Distrital (RTD) na área, Rodrigo Aires.

Sintomas

O indivíduo com lúpus pode ter diferentes tipos de sintomas em vários locais do corpo, que podem surgir de forma lenta e progressiva, em meses ou semanas. As manifestações mais comuns são fadiga, lesões de pele, principalmente lesões avermelhadas nas maçãs do rosto e dorso do nariz, febre, dor nas articulações, dor no peito e problemas renais.

Arte: Agência Saúde-DF

Segundo Aires, o desenvolvimento da doença pode ser imprevisível, variando de pessoa para pessoa. “Alguns pacientes podem experimentar períodos de remissão, nos quais os sintomas estão ausentes ou controlados, enquanto outros podem ter sintomas persistentes ou recorrentes”.

A patologia se manifesta em dois tipos principais: o cutâneo, que se manifesta por meio de manchas avermelhadas em regiões expostas ao sol (rosto, colo e braços) e o sistêmico, que afeta um ou mais órgãos internos. O diagnóstico da doença é feito com base em manifestações clínicas e laboratoriais da doença. É necessária uma avaliação especializada com um reumatologista para confirmação e acompanhamento do paciente.

Tratamento

Atualmente, não há cura para o lúpus, mas existem tratamentos disponíveis que visam controlar os sintomas, prevenir a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Os medicamentos comumente usados incluem antimaláricos, anti-inflamatórios, corticoides, imunossupressores e terapias biológicas. “O manejo do lúpus inclui também o controle de fatores desencadeantes, como exposição ao sol, gerenciamento do estresse e manutenção de um estilo de vida saudável. O acompanhamento médico regular é essencial para ajustar o tratamento conforme necessário e monitorar a progressão da doença”, ressalta o especialista.

Para ter acesso aos ambulatórios de reumatologia da Secretaria de Saúde (SES-DF), o cidadão precisa ter o encaminhamento da Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência. Pacientes com suspeita ou diagnóstico de lúpus têm atendimento prioritário nos serviços de reumatologia no DF, como no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), nos Hospitais Regionais da Asa Norte (Hran) e de Taguatinga (HRT), no Hospital Universitário de Brasília (HUB), dentre outras unidades de saúde.

Prevenção

Não existem métodos conhecidos para prevenir o lúpus. No entanto, os pacientes devem adotar certas medidas para reduzir os gatilhos da doença, como evitar exposição prolongada ao sol e outras fontes de radiação ultravioleta, tratar infecções, evitar o uso de estrógenos e outras drogas. É preciso também considerar evitar a gravidez durante períodos ativos da doença e minimizar o estresse sempre que possível.

*Com informações da SES-DF



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