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Aprovação de redução da maioridade penal na CCJ da Câmara dos Deputados repercute na CLDF


Aprovação de redução da maioridade penal na CCJ da Câmara dos Deputados repercute na CLDF

Proposta foi alvo dos distritais ao lado de outros temas como a greve de vigilantes e a ausência da rede pública em decreto sobre emergência ambiental

A aprovação da admissibilidade de uma proposta de emenda à Constituição (PEC), que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, repercutiu na sessão ordinária da Câmara Legislativa do Distrito Federal desta quarta-feira (10). Distritais da oposição criticaram a decisão e afirmaram que a redução não resolve o problema da violência no Brasil.

A decisão da CCJ é o passo inicial para a tramitação da matéria. Cabe agora ao presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), criar uma comissão especial para debater o conteúdo da proposta.

O deputado Max Maciel (PSOL) foi o primeiro a criticar a aprovação e lamentou a falta de diálogo do Congresso com a sociedade sobre o tema. Para ele, os argumentos usados por quem defende a medida são “rasteiros” e não dialogam com a sociedade. O parlamentar afirmou que deputados da “extrema direita” estão usando o tema como cortina de fumaça para esconder assuntos que incomodam o segmento, como uma possível delação do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. 

O deputado Gabriel Magno (PT), por sua vez, classificou a decisão da CCJ como um “grave retrocesso, articulado pela extrema direita e o centrão”. Na opinião do distrital, a redução da maioridade penal não resolve o problema da violência e ainda por cima marginaliza jovens negros da periferia.

Já o deputado Fábio Felix (PSOL) criticou o que chamou de “soluções mirabolantes que não resolvem nada” ao se referir à decisão da CCJ da Câmara dos Deputados. O distrital afirmou que ninguém quer fazer o debate real sobre as causas da violência e preferem caminhos fáceis que não resolverão a questão. “Somos contra por motivos objetivos e racionais e esta é a posição que vamos defender publicamente. Está é mais uma tentativa da extrema direita para fazer cortina de fumaça e criminalizar a população periférica”, analisou ele.

Emergência ambiental

O deputado Gabriel Magno (PT) lamentou a ausência da rede de ensino no decreto baixado pelo GDF que trata da emergência ambiental de abril a setembro. O documento prevê uma série de ações para amenizar os efeitos da seca no DF. Segundo ele, o decreto não apresenta nenhuma medida relacionada às escolas públicas e particulares.

Para o distrital, o governo deveria incluir medidas como educação ambiental, ampliação de quadras cobertas, instalação de bebedouros e a flexibilização do calendário escolar nos dias de seca extrema, entre outras ações. Magno informou que encaminhou ofício à Procuradoria Geral do DF cobrando a inclusão da rede de educação no decreto, a fim de contemplar “mais de 470 mil estudantes matriculados nas escolas públicas e 150 mil profissionais que trabalham nestas unidades”.

Paralisação dos vigilantes

O deputado Chico Vigilante (PT) ocupou a tribuna na sessão desta quarta-feira (10) para alertar sobre uma possível paralisação dos vigilantes do DF. Segundo ele, a categoria realizará assembleia na noite desta quarta-feira e deverá caminhar para uma paralisação geral da categoria, uma vez que, até o momento, o sindicato patronal não apresentou nenhuma proposta digna para o acordo coletivo, que deveria ter sido celebrado em janeiro.



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FONTE CAMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL

Redação
Redaçãohttps://doaltodatorre.com.br
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