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CLDF recebe exposição “Recortes do Cerrado” para promover diálogo artístico e ambiental com o Japão


CLDF recebe exposição “Recortes do Cerrado” para promover diálogo artístico e ambiental com o Japão

Lançamento da exposição está marcado para terça (8), no Espaço Athos Bulcão da Câmara Legislativa 

A Câmara Legislativa do Distrito Federal recebe, a partir de 8 de setembro, a exposição binacional “Recortes do Cerrado: Arte Sumi-e, Natureza e Diálogo Brasil-Japão”. A mostra é uma iniciativa de cooperação cultural e diplomacia artística que articula a arte contemporânea Nikkei brasileira com a valorização do bioma cerrado e a promoção da sustentabilidade, utilizando a tradicional pintura japonesa sumi-e como linguagem de mediação estética. O evento busca estreitar os laços entre os dois países ao traduzir as riquezas naturais do ecossistema brasileiro para um estilo artístico profundamente enraizado na tradição do Japão.

A exposição marca o prosseguimento de uma parceria de sucesso iniciada no parlamento do Distrito Federal. Em setembro de 2025, a CLDF sediou a primeira edição do projeto em celebração aos 130 anos de relações diplomáticas entre o Brasil e o Japão, contando com a participação de diplomatas, artistas nipo-brasileiros e convidados nipônicos. Nesta nova fase em 2026, a iniciativa ganha maior projeção e adquire caráter internacional itinerante. Após o período de exibição em Brasília, as obras, livros e catálogos serão transportados para o Japão. Em outubro, a mostra será inaugurada na Embaixada do Brasil em Tóquio, ampliando a divulgação da biodiversidade e da arte brasileira para o público estrangeiro.

Por meio das pinceladas expressivas do sumi-e, a exposição traduz espécies nativas, paisagens e os valores ambientais do Cerrado. A proposta estética cria uma ponte simbólica que une a conservação ambiental brasileira ao conceito japonês de satoyama, termo que descreve a convivência equilibrada e sustentável entre a sociedade e a natureza. Com essa fusão, o projeto atua como um instrumento de conscientização ecológica de baixo impacto ambiental, integrando-se aos objetivos de desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas e aos critérios de governança ambiental, social e corporativa.

 

Rinaldo Morelli/Agência CLDF

 

A experiência da mostra vai além das pinturas físicas, incorporando tecnologias e materiais informativos para enriquecer a experiência do público. Os visitantes poderão interagir com recursos de realidade virtual e aumentada para explorar sensorialmente o cerrado, além de assistir a uma série de curtas-metragens legendados em português, inglês e japonês sobre a fauna, flora, paisagens e as comunidades tradicionais da região. O projeto também lança um livro e um catálogo bilíngues focados na conexão entre o Cerrado e o satoyama, com o catálogo oficial da exposição sendo distribuído de forma gratuita para os participantes.

A programação paralela inclui ainda o programa educativo “Vozes do Cerrado”, que oferecerá palestras e oficinas focadas em sustentabilidade, meio ambiente e na prática artística do sumi-e. A atividade é fruto de uma colaboração entre a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Proteção Animal do Distrito Federal, o Instituto Federal de Brasília (IFB) e o Instituto Sumi-e Brasil. A exposição tem abertura agendada para  8 de setembro, no Espaço Athos Bulcão da Câmara Legislativa. 



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FONTE CAMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL

Redação
Redaçãohttps://doaltodatorre.com.br
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