Empresário Higino França recebe título de Cidadão Honorário de Brasília
Em seu discurso, Higino França relembrou sua chegada a Brasília como um “forasteiro” e a decisão de fazer faculdade, procurar emprego e construir família
Em clima de emoção e proximidade familiar, o empresário Higino França, proprietário da Casa da Moldura, recebeu, nesta quarta-feira (20), o título de Cidadão Honorário de Brasília. A solenidade foi realizada no plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal por iniciativa da deputada distrital Jaqueline Silva (MDB).
>> Confira imagens da homenagem
Ao abrir os pronunciamentos da noite, a parlamentar destacou a alegria de homenagear não apenas o empresário reconhecido na cidade, mas também o ser humano por trás da trajetória de sucesso. “Tenho certeza de que a CLDF faz justiça ao honrar o empresário, o homem de bem e alguém que se dedica a cuidar das pessoas — algo cada vez mais raro”, afirmou.
A distrital também ressaltou o forte vínculo familiar do homenageado, que convidou os filhos, esposa, irmã e neta para compor a mesa de honra da solenidade. “O Higino, seja na vida empresarial ou nas participações que ele consegue fazer dentro do processo político, pode ter falhado em estar com vocês. Mas levem esse consolo de que todas as vezes que ele não foi presente com vocês, ele estava sendo presente no Distrito Federal”, disse a distrital à família de Higino.
Nildeide Magalhães, irmã de Higino, definiu a homenagem como o reconhecimento de uma história construída com coragem, visão de futuro, trabalho e perseverança. Ela ressaltou ainda os valores transmitidos pela família. “Sua trajetória é alicerçada no amor ao próximo, na honestidade e na integridade, princípios ensinados por nossos pais, Zeneide e Miguel Magalhães”, afirmou, em discurso marcado também por lembranças afetivas das reuniões familiares.
Representando a terceira geração, a neta Mariana França emocionou os presentes ao dizer que, no papel de avô, Higino tem sua “melhor versão”. “Ele tem uma alegria contagiante em proporcionar momentos especiais — seja nas brincadeiras em casa, nas filas para ver o Papai Noel ou nas férias inesquecíveis. Está sempre presente nos eventos e apresentações dos netos”, relatou.
A esposa, Edneida Magalhães, destacou a vitalidade e o espírito empreendedor do marido. “Hoje, aos 70 anos, é impressionante como sua mente não para. Está sempre planejando algo mais, com energia invejável e uma mente brilhante. E é por isso que você chegou até aqui. Só peço a Deus que nos dê saúde para juntos continuarmos vivendo tantos momentos especiais como esse. Te amo infinitamente”, declarou.
Trajetória empresarial
A reflexão sobre o lado empresário de Higino França ficou a cargo de seu filho Renato. Destaque para a disposição ao trabalho e pelo ritmo acelerado do pai. “Hoje a gente vê que, talvez, se tivesse sido diferente, a gente não estaria aqui celebrando esse momento tão importante. A gente pensava assim, quando será que ele vai desacelerar? E, na verdade, desacelerar eu acho que nunca esteve nos planos dele”, afirmou.
Renato França credita o sucesso da empresa familiar ao trabalho duro do pai. “Graças à estrutura que ele construiu, ao longo desses mais de 37 anos, a Casa da Moldura está numa expansão programada. Agora ele está podendo sair um pouco da cena do operacional e conseguir ficar curtindo o que ele gosta mesmo, que é conversar com as pessoas, fazer networking”, concluiu o filho.
Já o ex-deputado federal Tadeu Filippelli ressaltou a façanha de se manter uma empresa por 37 anos. “É um desafio fantástico, desde a formação da equipe, à união da família em torno daquele objetivo, à superação das dificuldades econômicas. Isso mostra uma capacidade e uma maturidade muito grande. A Casa da Moldura se tornou uma referência em Brasília, não apenas na publicidade, mas como marca associada à cidade”, afirmou.
Origem e reconhecimento
Em seu discurso, após receber o título das mãos da deputada Jaqueline Silva, Higino França relembrou sua chegada a Brasília como um “forasteiro” e a decisão de fazer faculdade, procurar emprego e construir família. Ele contou que identificou uma oportunidade no setor de molduras, até então pouco explorado na cidade – não havia uma distribuídora no DF – e decidiu investir no negócio com recursos obtidos da venda de um imóvel rural.

“Eu tinha moldura para caramba, tinha as melhores máquinas, mais modernas. E tinha um bom ponto, tinha um bom vendedor, que era eu. Agora, faltava uma coisa: as pessoas saberem disso. Aí a gente começou a entrar na publicidade”. Higino investiu pesado em anúncios e acabou ficando conhecido na cidade como “o cara da Casa da Moldura”.
Ao final de seu discurso, após agradecimentos a parentes e amigos, Higino cobrou políticas públicas do Estado voltadas ao engrandecimento de cada cidadão “Quero aproveitar a oportunidade de estar nessa casa de representantes de Brasília para dizer que o povo não precisa de esmola, o povo precisa de educação, de saúde, de transporte para ir e vir com dignidade. O povo precisa ter a qualificação para poder ter um emprego melhor”, concluiu.


